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domingo, 27 de março de 2011

FÉ E VALORES

Por: Leandro Huttl Dias

Muitos tele-evangelistas nos ensinaram uma fé diferente da Bíblia no seu sentido, a apresentaram com um propósito reduzido, e não tomaram o cuidado de expandir o ensino e apresentar o todo, somente o suficiente, talvez, para virem mais pessoas às suas igrejas.

Aprendemos com eles a usar a fé para a cura. Depois para carro, casa e empresa. E basicamente a fé ficou somente nestes alvos. Uma evidência disso são os folhetos de projeto de vida anualmente distribuído por muitas igrejas neo-pentecostais, sobretudo. Ali você tem a foto de carrão de luxo, mansão, uma família reunida – e todos com “cara de saudável”. Muito parecido com anúncios de hoje, onde a felicidade e realização são resultado da obtenção dessas coisas; conforme o padrão secular de pensamento. A fé, neste segmento de igreja, ficou para isso. Às vezes há itens como “vida espiritual” e ultimamente “vida emocional”, mas não são os “carros-chefes”, estes itens ‘pegam carona’ no que o povo quer mesmo, que são os bens. E isto é explorado de uma forma errada. Não, não é errado pedir as coisas a Deus, desejar uma vida com estrutura, mas primeiro precisamos entender propósitos de Deus e cair na real de que um super ultra carrão não é a prioridade para muitas vidas (que nem saberiam ter um veículo desses, tendo problemas desde o orgulho até a sua manutenção), e que há alvos invisíveis que valem mais do que isso. Parece óbvio, não é? Até para um leigo na fé cristã; mas não para a indústria gospel.

Contudo, a fé é para ser usada primeiramente em propósitos distintos, e na verdade é, sobretudo, (talvez para surpresa de muitos neste século) para salvação, vida cristã e o anúncio do Evangelho. O uso incorreto tem trazido prejuízos à vida cristã e a evangelização, ao ganhar almas.

Veja por exemplo o caso de muitos cristãos que ficam sem graça para responder determinadas perguntas que tocam seu estilo de vida cristão (sua fé), ou do caso de cristãos que respondem de forma aparentemente fanática e religiosa algumas provocações do mundo; quando a sabedoria do uso correto da fé poderia facilmente contribuir para a vida deste crente e do Evangelho.

Quando alguém pergunta qualquer coisa que lhe constrange, como porque você não olha com lascívia para as mulheres do trabalho, não sonega impostos, não quer dar um jeito naquela multa apelando para um coronel, nem instalar incorretamente alguma estrutura de sua empresa... você deveria simplesmente responder:

- “É uma questão de consciência. Quero estar em acordo com a minha fé”;

- “Eu fiz uma escolha conforme a minha fé”;

- “É em função da minha fé. Eu vivo para Deus e Seus Valores, por isso não faço (ou faço)”. (Para lembrar os valores: trabalho, família, alegria, amar as pessoas, renúncia do erro e outros...)

E, se questionarem qual é sua fé, diga que é segundo a Bíblia, a Palavra de Deus.

Lembre-se que não é “crença”, “religião”, “igreja”, “pastor”, mas fé; em Deus, na Palavra, fé salvífica. É por consciência. E se perguntarem o que você é, ou a qual religião pertence, responda apenas que é cristão(ã). Se perguntarem “mas de que igreja”, então responda “sou membro da igreja tal”. Mas não faça nenhum alarde depois de dizer todas essas coisas, ou mesmo enquanto as diz. É algo natural, é o normal da vida. Deixe o espanto e agitação para a outra pessoa.

Você estará testemunhando ao mesmo tempo em que não ofende a pessoa, nem aparenta ser fanático. Você não está dizendo que a pessoa está errada (embora há muitas situações de confronto que são necessárias e devemos fazê-las, mas estou abordando o cotidiano),apenas falando da sua escolha e decisão, por motivo de consciência, por causa da sua fé. As pessoas não vão receber uma resposta do tipo “minha religião não permite”, “sou evangélico”... Pois tais respostas são facilmente contestadas e ridicularizadas, e vemos então crentes vermelhos, ou então que se calam, omitem e se encolhem.

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. HB 11:1

Nada disso é visível: O Novo Nascimento, o novo homem, o velho homem, a Cruz e o próprio Jesus Cristo encarnado para nós nesta época, o Diabo, os anjos, Deus, o Espírito Santo enviado, o céu, o inferno, o porvir, a eternidade, a Jerusalém celestial, o Juízo Final... e acreditamos e/ou vivemos essas coisas pela nossa fé. Mas trocaram tal conteúdo pelo carro de luxo, pela mansão, pela empresa, e por esta terra, com placa de “gospel”, ou não tomaram o cuidado para ensinar corretamente, pois não é que não possamos receber, e que Deus não queira dar, as coisas materiais (e que também virão por fé, e segundo o propósito de Deus para cada um, conforme Seu Reino), mas é que não tomaram nenhum cuidado para corrigir possíveis distorções, E PARA TRAÇAR PRIORIDADES.

“Pois foi por meio dela [da fé] que os antigos receberam bom testemunho”. HB 11:2

O que receberam? Tesouros? Carrões? Eles não receberam matéria, castelos, mas o bom testemunho.

“Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível”. HB 11:3

A fé é para entendermos as coisas da vida. Diante de um evolucionista, por exemplo, você simplesmente responde que entende a criação pela sua fé. Ninguém pode questionar isso, porque é seu. Sua escolha, sua opção. Sabemos que é pela graça, é um dom de Deus, só o mundo não sabe disso. Nesta nossa época plural, onde cada um pensa o que quer, acredita no que quer e escolhe o que bem entende; o pensar, crer, escolher e fazer OU NÃO FAZER, conforme a verdade, continua sendo o caminho certo. E se não querem que questionem o caminho errado (e nem o definam como tal), então não aceito que questionem minhas escolhas.

Naturalmente nos bastidores, nós estaremos como Davi, clamando: “Senhor, não farei tal ato desonesto, mas preciso DO SENHOR, Sua estratégia, graça e bênção para poder quitar em dia as contas de tal projeto que o Senhor direcionou”. AQUI SIM o receber algo material pela fé faz sentido; pois glorificará a Deus e não ao ego do homem (embora abençoará o homem, conforme a visão de Deus).

“Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres”. TG 4:2-3

Pela fé as pessoas foram fiéis; ofertaram a Deus (não quiseram só receber!); tiveram intimidade com o Senhor; agiram na contra-cultura de onde estavam; passaram situações difíceis – inclusive materiais –; receberam milagres de acordo com os planos de Deus, como o filho de Abraão e Sara, Isaque, para uma descendência incontável de pessoas para o propósito Divino; aguardaram coisas que não receberam, pois esperaram algo melhor. E a Bíblia diz que Deus não se envergonhou de ser chamado do Deus deles! (HB 11:16). Pela fé essas pessoas recusaram o mundo. (Confira tais casos concretos em Hebreus 11).

O cap. 12 de Hebreus continua dizendo que, aceitemos a disciplina de Deus, tenhamos os olhos em JESUS, vivamos de maneira santa, em caminhos retos, em paz, sem mágoas, com temor e reverência a Deus... fé é para VIVER VALORES! É isso que é viver pela fé, em resumo, e antes de qualquer coisa.

Se as prioridades não estiverem sendo essas na caminhada cristã, ou se houver exclusão do essencial, não se está vivendo a fé. É duro, mas é a verdade. VEJA: não é errado pedir a Deus algo material, e Deus lhe atende. A questão é reduzir a FÉ a somente essas coisas: SÓ MILAGRES, SÓ CURA, SÓ DINHEIRO, SÓ DEMÔNIO SAINDO (OU ENTRANDO) e SÓ EU SENDO ATENDIDO NA HORA QUE EU QUERO. Quiseram reformar a fé reformada no século XVI, cujos pontos basilares são: SÓ A FÉ (para salvação), só a graça, só a Escritura, só O Cristo, só a Deus a glória; e a transformaram neste grande hipermercado de Deus, onde eu creio, faço força com o rosto, grito, aperto as mãos, falo forte, determino e... recebo: o que eu escolher (nem vamos entrar na questão da Soberania, senão vamos ter muitas linhas ainda; fica para uma próxima).

O propósito da fé na Bíblia, em todo o seu contexto, é muito diferente da fé televisiva. Não vou dizer que não tenham o seu lugar, os tele-evangelistas, creio MESMO que muitos e muitos frutos são produzidos ali, acredito que há ministros que estão num plano de Deus na televisão, de verdade! Mas o que tenho visto é a dominação do homem sobre planos que eram santos, e as distorções que isso causa, e as muitas heresias. Meu receio é que as pessoas continuem ali, nestas igrejas, por muito tempo, correndo risco por causa das distorções, sem mais do Reino de Deus, e da Verdade para continuar. E que a Igreja continue no patamar que está, mas não ficará porque “certamente não dormitará nem dormirá o guarda de Israel” (SL 121:4). Somos o Israel de Deus.

A fé não é para agradar o ego do homem, mas para estabelecer um relacionamento com Deus; a fé que opera pelo amor (GL 5:6), e não pela moeda(K)

fonte: http://www.leandrohdias.com/2011/03/fe-e-valores-parte-2.html

Um comentário:

Ângelo dos Santos Monteiro, disse...

Boa Noite! Passei por aqui para fazer uma visita em seu blog e aproveito a oportunidade para convidar você a visitar o [Blog do Ângelo], um espaço que gira em torno da seguinte temática: "Um olhar bíblico-teológico sobre temas atuais e polêmicos"!

[Blog do Ângelo] - http://pbangelo.blogspot.com